quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Explodindo pedaços de mim

     É uma mistura de sentimentos, é uma explosão de emoções. Respiro pouco, pois não há muito tempo, nem da pra pensar em ficar triste e isso é bom. Não quero perder nada, tem tanta coisa em jogo, depois não existe maneiras possíveis de recuperar o que perdi ou o tempo não aproveitado. Talvez tudo isso não seja tão importante amanhã, mais hoje é preciso.   
Minhas emoções se juntam, se perdem, se ganham, se dividem, enfim, é tão inexplicável, complexo e infinito para colocar aqui. São os mistérios, dos mistérios, que tento desabafar. São as simples coisas que se tornam difíceis ao descreve-las. Entre rodeios, jogo pistas de partes da minha vida que podem se perder pelo caminho.
O dia amanhece e leva com ele o desespero repentino que anoiteceu comigo. Talvez seja a explosão de emoções, que cultivam minha ansiedade de maneira fria.
Cada paragrafo parece um pedaço de uma história. Cada virgula, uma página, e cada ponto um livro. Está tudo explodindo dentro de mim, mas não veja isso como algo ruim.
Preciso descansar e as explosões vão cessar e com elas todos esses pensamentos palpitantes.


domingo, 23 de outubro de 2011

"Aqui quem dita as regras sou eu!"

É fácil quando nós ditamos nossas regras, inclusive quando elas nos favorecem. E quando são criadas por outras pessoas? Daí a palavra burlar?
 Um fato, é que quando uma regra é ditada, a reação de determinadas pessoas é: Engolir seco, fingir que aceitou, e por fim achar uma maneira de burlar. Se o indivíduo não tem a capacidade de seguir regras, imagine as leis e deveres. Esses indivíduos, generalizando, são aqueles que sabem cobrar seus direitos, é claro que sabem!
 Isso é complexo, mas as passoas fazem isso com facilidade. Não é dificil dar exemplo, é só olhar a sua volta e verá.
 Eles estão na presidência, eles são autoridades, sabem burlar, porque burlar não é pra qualquer um, é só pra quem pode.
Prometo parar com as ironias por aqui.

Aberto totalmente para criticas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

alem da ausência de som


Olhar vidrado, pensamento concentrado, corpo imóvel. As folhas das árvores não se movem, os passarinhos não cantam os cachorros parecem dormir. Maldito o silêncio que me rodeia.
O silêncio me traz a nostalgia que me traz a solidão que me faz escrever. No silêncio a minha angustia mora, e em silêncio eu sofro. Em silêncio lembro a letra de uma música que me lembra uma pessoa que esta distante. No silêncio o medo anda ao lado da insegurança que me abraça. O silêncio me faz pensar no que me fez chorar. Em silêncio eu olho para o banco daquela praça onde fui feliz um dia. Arrependo-me de não ter aproveitado mais um pouco, mais me arrependo em pensamento, não posso quebrar o silêncio. Nas decisões mais importantes pra mim, o silêncio está ali do meu lado. O silêncio tomou conta de mim quando uma pessoa que me amava esperou ouvir algo que viesse do fundo do meu coração.
 Eu gritei, gritei tanto, precisei de ajuda, mas me pediram silêncio.

Eu descobri que o silêncio sempre esta ali, esperando uma brecha para agir.

Dedico este texto a Lara de Oliveira uma grande amiga.

domingo, 17 de abril de 2011

final feliz, mas enfim, triste.

Estava deitada, ia dormir, quando alguns pensamentos perturbadores me fizeram levantar e colocar algumas coisas em uma folha, o que ia colocar nem mesmo eu sabia, mas logo que peguei na caneta, tudo o que estava perdido no meu pensamento foi se organizando e formando frases que ao serem escritas, eu sentia um alivio, era como se tudo aquilo que me incomodava saísse de mim e ficasse somente ali naquela folha (...)
" Durante anos eu vivi uma história, que parecia eterna, ou seja, nunca parei para pensar que um dia tudo aquilo teria um fim, feliz ou triste, que seja. A história estava boa, ninguém parava pra pensar em dias ruins, em despedidas. Quando a história esta boa, não existe tempo, por isso ele passa sem ninguém perceber, o tempo é percebido, mas a história já chegou ao fim e não há mais tempo para ser contada novamente, então começa outra história. Essa começa, mas ninguém se interessa por ela, até que a outra seja esquecida, mais como esquecer algo que se tem tanto apego, algo que traz tanto sorriso tanta lembrança boa. Porque essa história não pode ser contada com os mesmos personagens da anterior? Os finais felizes, já não são felizes, pois tem um final e tudo o que é feliz e tem fim, acaba sendo triste, pra mim.
Começo me envolver com a nova história, e com isso a primeira começa se apagar aos poucos, é inevitável. E quando vai se apagando vai levando pedaços de mim, e tudo vai ficando vazio. A nova história começa preencher esses vazios, não quero, mais ao poucos vou cedendo, começa tudo novamente até que esta também chegue ao fim e venha outra preencher os vazios. 
 É irreversível, é como se eu tivesse deixado cair algo sem perceber, e perceber somente quando já estava tão longe que não pude mais voltar para buscar. É como um quadro onde o que esta mais longe é desenhado bem pequeno, no meu quadro esta tudo tão longe, que parece ter sido desenhado com a ponta de uma agulha, e cada vez fica tudo menor.
 É como se o tempo tivesse parado e eu continuasse seguindo, quando percebi, tudo tinha ficado parado lá atrás, bem distante, e eu sozinha lá adiante. Não da para voltar, não da pra esperar as coisas chegarem até a mim, não há escolhas, resta somente o presente, a história atual, que em breve terá um ponto final provavelmente feliz, mas triste enfim.
 Só tenho certeza de uma coisa, ao olhar pra trás, não vou ver absolutamente nada, porque entre minhas histórias existem montanhas, muito altas, que me ajudam a esquecer tudo aquilo que um dia me fez muito feliz."
(...) Prometi a mim mesma que todos os dias antes de dormir vou ler até o sono chegar, para evitar pensamentos indesejados e depressivos que geram textos como esse.

sábado, 26 de março de 2011

o auge da satisfação,


não trocaria meu pai que não teve oportunidade de estudo, 
pelo pai do meu colega que é professor,
jamais desejaria mudar desta cidade pacata
onde os terremotos, tsunames, não alcançam
pelo condomínio onde não mora a humildade, em parte.
Acho lindo o poodle daquela mulher que mora la em cima, 
mas amo meu vira lata,
se hoje eu estou satisfeita, é graças a Ele, a Deus.

A sua casa não é a mais bonita da rua, sua escola não é particular, mau ganha um salario minimo,  você come ovo todo dia... Porque estar satisfeito?




Sera que essas pessoas são satisfeitas?
Será que sua vida realmente é tão ruim assim?
Acho que não, né?  















sábado, 12 de fevereiro de 2011

jardim da inocência.



Quando eu estava aprendendo andar, mamãe observava cada movimento, estava atenta quando eu me desequilibrava. Muitas noites, por volta dos meus sete anos, eu não conseguia dormir, então eu começava chorar, e mamãe vinha e deitava comigo até que o sono chegasse. Todas as vezes que eu caia, ela me levantava e cuidava dos meus ferimentos. Lembro todas as tardes que ela deixava os afazeres para assistir a cultura comigo. 
Hoje, ando em uma corda bamba e não posso me desequilibrar. Engulo o choro, já é madrugada, não quero incomodar ninguém. Caio quase todos os dias, me levanto, só que os ferimentos por sua vez, são internos, e demoram cicatrizar. Ainda existe o canal cultura?
Que saudades do jardim da inocência.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

novos horizontes,

Inicia o ano, as mudanças surgem. Com as mudanças vem a preocupação, o medo, e o desespero. Eu me pergunto o tempo todo se conseguirei me adaptar, ou quanto tempo levarei para me encaixar na nova vida, no novo mundo. Eu sei que está é a primeira fase de muitas, sei que quando eu me acostumar com a tal mudança, virá outra mudança para revirar tudo e assim sucessivamente. Mas eu posso escolher entre mudar ou ficar parada, obviamente escolho mudar, mas alguns ainda escolhem ficar parados, já outros escolhem mudar mas não conseguem.
 As mudanças me levam a caminhos desconhecidos, e que muitas vezes terei que descobri-los só.
 É nesta hora que tenho que provar que sou capaz. Não vou desistir dos meus objetivos, até alcança-los, e meu objetivo neste momento é não desistir.
 A persistência esta comigo, e não vou deixa-la, pois ela será minha única companheira na descoberta desses novos horizontes.